Missão

É missão da Aldeia do Caos – Cooperativa de Habitação e Construção e de Solidariedade Social, CRL, concretizar o PECAOS – Projeto Envelhecer com os Amigos, Oxigénio e Sol.

O PECAOS foi idealizado a pensar na comunidade constituída pelo grupo de  caminheiros do CAOS (designação informal que significa Círculo de Atividades de Oxigénio & Sol), pelo que os seus membros e amigos beneficiarão de prioridade no processo de adesão à Aldeia do Caos, CRL.

A concretização do PECAOS passa pela criação de um complexo residencial, a que se chamará Aldeia do Caos, que terá características peculiares visando, fundamentalmente, o bem-estar dos residentes, no domínio físico, social, psíquico, emocional, intelectual, cultural e de lazer. Essas características e a dimensão da Aldeia do Caos deverão constituir uma bandeira que notabilize não só a comunidade que serve como o próprio município que a receba e todas as instituições com as quais colabore.

O PECAOS é um projeto coletivo e o fórum de discussão e decisão que encaminhará e impulsionará o projeto será sempre a Assembleia Geral da Aldeia do Caos, CRL.

O faseamento da execução do projeto deverá ser calendarizado, e a data desejável para a sua conclusão integral (incluindo a construção de todas as moradias da Aldeia) deverá igualmente ser estabelecida.

Poderão também ser analisadas e aceites soluções de não utilização plena das residências por determinados períodos, mas desencorajadas todas as situações que possam ter impactos nocivos defraudantes das expetativas da comunidade que lá pretenda residir.

A conceção da Aldeia do Caos atenderá a critérios de segurança, de acessibilidade, de mobilidade, para que seja o mais inclusiva possível.

As residências a construir serão de dimensões que permitam uma tipologia T2 (2 quartos), simples mas confortáveis e acolhedoras, respeitando os princípios de racionalização energética, de sustentabilidade ambiental, de preservação dos valores naturais. Essas residências serão semelhantes mas não necessariamente iguais, adaptando-se, de uma forma esteticamente integrada, às preferências e necessidades de cada um.


Serão viáveis e sempre bem-vindas soluções em que vários membros se associem para modelos habitacionais de coabitação, respeitando-se o princípio da proporcionalidade na disponibilização de áreas de construção.

A Aldeia do Caos não deverá constituir um povoado isolado, instalando-se antes junto a uma povoação já existente de forma a que haja uma interação colaborativa entre os novos e os velhos habitantes para que ambas as comunidades fiquem agregadas numa única.  A Aldeia do Caos procurará ser um exemplo  de solidariedade social e os beneficiários serão todos os membros dessa comunidade conjunta.

A Aldeia do Caos terá uma dimensão e uma massa populacional que seja apelativa para os pequenos empresários dos diversos setores económicos e os motive a investir na instalação de serviços  que, de alguma forma , possam interessar aos residentes bem como à população do entorno exterior (serviços de restauração, de cuidados médicos e de enfermagem, de cafetaria, de jardinagem, de mercearia, de prestação de serviços de limpeza doméstica , de lavagem, engomadoria e tratamento de roupas,  etc.). Por outro lado, a Aldeia do Caos não deverá ter uma dimensão que ultrapasse a sua capacidade previsível de autogestão.

Em primeira aproximação, uma capacidade de instalação de 100 moradias e serviços de apoio compatíveis (o que significa mais de 200 pessoas entre residentes e trabalhadores) será, na procura do terreno, o objetivo a alcançar.